Morre DJ GREGÃO


Ele se foi…

Você que tem hoje mais de 30 anos e curtiu a BAND FM nos anos 80 com certeza irá se lembrar do grande GREGÃO! Programa “Dance Mix” com “Grego Productions”, lembrou?
Pois é… ele se foi…



Ele faleceu na tarde desta quinta (16), no seu apartamento em São Paulo, de causas ainda desconhecidas. Tinha 53 anos e deixou dois filhos.

O Grego começou a tocar na largada dos anos 70. Foi por acaso, que era como rolava nesse tempo em que “DJ” e “carreira profissional” nunca estavam na mesma frase.

Logo, ficou evidente que ele tinha jeito pra coisa. O amor pela música já existia no sangue, claro, mas foi na discotecagem que ele encontrou o veículo perfeito para expressar esse sentimento.

E se tornou um dos melhores, senão o melhor do país. Tocou nas principais casas de São Paulo nos anos 70. Lançou um dos primeiros vinis mixados do país. Se chamava Maestro Mecânico e trazia umas dez faixas (metade de cada lado) sem interrupções. Na contracapa, fotos dele novinho (nem 20 anos tinha) no seu habitat natural: a cabine de som, que naquela época, significava um paredão com luzes, gravador de rolo e móvel de aço escovado.

Se nos anos 70, Grego virou rei em São Paulo, nos anos 80 seu reinado se estendeu pelo Brasil. Fazendo a transição, naquele tempo ainda rara, da cabine para o estúdio, Grego abraçou a arte da edição e do remix. Não era para os fracos: em tempos onde não existia software, os trabalhos eram fruto de pacientes horas e horas cortando e emendando pedaços de fita com gilete e fita adesiva. Logo, também passou a usar acessórios como bateria eletrônica e synths.

Seus edits viraram uma série de vinis chamados Montagens Exclusivas. Rapidamente, ele virou O cara no Brasil para reconfigurar músicas para a pista de dança.

Choveram trabalhos de remix para artistas como Kid Abelha, Metrô, Leo, Jamie e Gilberto Gil. Seu trabalho mais famoso foi para “Loiras Geladas”, do RPM. A música foi talvez o maior hit brasileiro de 1985, não o original, mas o remix do Grego.

Depois desse pico de produção e criatividade, os anos 90 viram Grego envolvido mais com trabalho ligado ao business musical. Ele morou em Miami um tempo e ficou de fora dos novos desdobramentos da música eletrônica.

Na década seguinte, o nome do DJ Grego correu risco de ficar esquecido na mal contada história da dance music no país, lembrado só pelo pessoal que estava no meio há mais tempo. Clau Assef, com seu livro Todo DJ Já Sambou, contribuiu muito para que o nome do DJ Grego fosse resgatado e apresentado às novas gerações.

Nos últimos anos, seu gás criativo parecia renovado. Inventou projetos musicais, gravou faixas e remixes, quase sempre ao lado do jovem parceiro Anthony Garcia, começou a tocar mais por aí e montou um programa de TV online filmando DJs que iam tocar na sua casa. Sempre com tesão, sempre com entusiasmo.

Casa essa que vivia cheia de gente, de parceiros das antigas a jovens aspirantes que iam lá em busca de aprendizado e inspiração. Ao contrário de muitos de seus contemporâneos, sempre resmungando sobre a cena atual, Grego sempre procurou se conectar às gerações mais novas e ficar por dentro do que havia de mais novo. Ao mesmo tempo, sempre preocupado em manter viva a história e os fundamentos da cultura do DJ, da noite e da pista de dança.

fonte: VIRGULA

Eu e meu amigo Juliano Zum há tempos atrás estávamos combinando de ir até seu estúdio, a TV DJ, onde iríamos entrevistá-lo e falar sobre nossos projetos.
Ele nos convidou para irmos até lá. O tempo foi passando… e nada… não rolou! Marcamos então a nossa visita para assim que voltasse da Grécia mas infelizmente não deu certo, o cara se foi e nós não o conhecemos pessoalmente… Que Deus esteja contigo, Gregão! E obrigado por sua atenção e respeito.

Comentários

comentários